A alma vive em ciclos e cura em espelhos
Por Jana Melo
A vida tem seus próprios ritmos. E mesmo que a gente tente controlar, planejar ou esquecer, existem dores que retornam. Elas voltam com outras formas, outras situações, outros rostos… mas com a mesma sensação lá dentro. Um vazio. Uma inquietação. Um incômodo que não passa.
Você pode estar vivendo agora o reflexo de algo que começou há muito tempo, em uma parte da sua história que não foi curada.
Isso tem um nome: setênios.
Segundo a antroposofia, a vida humana é dividida em ciclos de 7 anos. Cada ciclo traz um aprendizado, um campo de amadurecimento, uma camada da alma que se revela. E o mais impressionante: o que não foi resolvido em um ciclo retorna disfarçado em outro.
Vamos entender isso melhor?
De 0 a 7 anos
Esse é o ciclo da formação da base emocional.
Tudo o que a criança vive nesse período constrói sua segurança afetiva, confiança na vida, vínculo com mãe e pai, sensação de pertencimento e amor.
Se houver abandono, rejeição, violência, ausência emocional ou desorganização familiar, essas experiências ficam gravadas como feridas abertas na alma.
De 7 a 14 anos
Esse ciclo é marcado pela formação da autoimagem e da identidade.
A criança começa a perceber o mundo além da família.
É nesse período que se desenvolvem o senso de valor próprio, a autoestima, as habilidades sociais e a capacidade de se expressar.
Críticas severas, bullying, comparações, rejeição ou invisibilidade nessa fase geram marcas profundas no amor-próprio.
De 14 a 21 anos
Essa é a fase da afirmação da identidade e da sexualidade.
É quando o adolescente busca se encontrar no mundo, deseja pertencer a grupos, testar limites, fazer escolhas, viver paixões e iniciar sua jornada de autonomia.
Se houver repressão, vergonha, conflitos familiares intensos ou experiências traumáticas amorosas, o adulto pode carregar bloqueios de expressão, medo de ser visto ou dificuldade em assumir quem realmente é.
E então, dos 21 aos 28 anos, a alma espelha a infância
Essa fase é como um espelho do primeiro setênio.
A alma começa a revisitar tudo o que foi vivido — ou não vivido — entre 0 e 7 anos.
Se você foi uma criança que se sentiu sozinha, carente de amor, insegura ou sem chão, entre os 21 e 28 anos isso pode voltar, mas disfarçado.
Pode se manifestar como:
- Relacionamentos conturbados
- Medo de abandono
- Crises de identidade
- Sensação de vazio mesmo tendo tudo
- Carência extrema
- Atração por pessoas indisponíveis
- Síndrome da boazinha
- Vontade de sumir ou começar do zero
Muitas mulheres chegam aos 25 ou 26 anos com a sensação de estarem perdidas, sem entender por quê.
Mas a resposta está lá atrás, na menininha de 3, 5 ou 6 anos que não foi acolhida como precisava.
A alma não esquece.
Ela apenas espera o tempo certo para ser ouvida com mais maturidade.
E se isso está te acontecendo agora, não é coincidência.
É um chamado para curar.
Você pode estar vivendo hoje a dor de uma infância não acolhida
Ou a repetição de uma história que nem é sua.
Uma lealdade invisível à dor da sua mãe, da sua avó ou de alguém que foi excluído no seu sistema familiar.
Mas aqui está a verdade mais libertadora: a repetição não é punição. É um convite para despertar.
O ciclo retorna para que você veja com mais consciência, acolha a si mesma com mais amor e liberte sua linhagem da dor que não precisa mais ser carregada.
Se você sentiu que esse texto falou com a sua alma
Se está vivendo uma fase de angústia, confusão ou repetição emocional, você não está sozinha.
Estou conduzindo um grupo amoroso e expansivo chamado RENASCER, com vivências, reflexões e conteúdos profundos sobre os setênios, a alma e a cura sistêmica da mulher.
Venha Renascer.
Solte os pesos, reconheça seus espelhos e se reconecte com a verdadeira fluidez da sua vida.
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Com carinho,
Jana Melo
Criadora do Método Emagreça Sistêmico e Reiki Sistêmico Multidimensional